março, 2011



Negócio da China

28 mar

Promessa é dívida, e aqui no Zazá elas têm sabor e aroma. Nossa peregrinação pelos mercados e restaurantes chineses virou um menu degustação super especial (R$100), em cartaz até dia 24 de abril aqui no bistrô.

Tem sopinha picante com dumpling de frango orgânico e gengibre; dumpling ding tai fung recheado de caldo de camarão e camarões; frango em lascas para ser enrolado em folhas de alface com toppings diversos (molho hoisin, pepinos, cebolinha, gengibre crocante, castanha de caju e pimenta dedo de moça), costelinha de porco laqueada no missô com noodles e cogumelos, e salada de frutas com sorvete de chá verde e gengibre cristalizado.

Deu água na boca? Então vem!

 
 

Rojo@nova no Rio

23 mar

Depois de passar por São Paulo e Los Angeles, a ROJO®Nova Cultura Contemporânea chegou ao no Rio. A mostra, que reúne o que há de vanguarda nas expressões, desembarcou esse semana na Casa França-Brasil e no Parque Laje, onde permanece até 30 de abril. O line-up reúne performances, vídeos, instalações ao ar livre, mesas-redondas, música e work in progress de mais de 100 artistas, apresentando um painel interessantíssimo da arte contemporânea mundial.


Abaixo, uma colinha do que você vai ver por lá. Flat Forest, de Clemens Behr.

Society6 Minutes: Flat Forest from Everything and Me on Vimeo.

Curtiu? A gente se vê lá!

 
 

Páscoa do Zazá

21 mar

Parem os fogões! Acabamos de tirar do forno do Zazá em Casa um cardápio super especial para temperar a sua Páscoa. Você pede, e a gente entrega. Simples assim! E  pode falar que foi você quem preparou tudo; a gente jura que não conta para ninguém. ; D

O cardápio inclui torta folhada de bacalhau, caçarola de bacalhau (a panela de barro é presente!), arroz de pato com cebolas caramelizadas e tâmaras, peru indiano com recheio de farofa de coco, peru tropical (acompanha farofa), peru marinado em tangerina e gengibre com crosta de gergelim, pato agridoce com nectarinas e arroz basmati, tenro peru em pedaços com legumes crocantes, uvas roxas e amêndoas torradas acompanhado de arroz basmati em aromas citricos, lombinho com pêras e pecans , carneiro com trigo integral, brotos de feijão, tomates e azeitonas roxas, raviolone de peras com molho cremoso de queijo da fazenda, e raviolone de abóbora com amareto, molho de queijo da fazenda e amêndoas torradas. Isso para prato principal.

Nos acompanhamentos temos cuscuz marroquino, salada de batatas picantes e legumes ao molho de brie aromatizado com estragão, salada oriental de lentilhas, damascos, queijo de cabra e sementes de girassol torradas, arroz salteado com legumes e frutas secas, arroz negro com shimeji, castanha e pera caramelizada, queijo brie folhado com compota de laranjinha kincan, farofa de amêndoas com farinha japonesa, canela e noz moscada, farofa pascal com castanha do Pará, de caju, farinha japonesa, pedacinhos de pêra seca e fava de baunilha.

E de sobremesa, bombocado de capim limão, rabanadinhas de maracujá, tenros e pequeninos brownies de chocolate amargo e castanha, blondie de chocolate branco e amêndoas, e cheese cake com calda de goiaba

 

Gula em Pequim, nossa lista de restôs

18 mar

Depois do roteiro turístico, o roteiro da Gula em Pequim. Aqui vai uma lista de restaurantes provados e aprovados! E, tendo a oportunidade, não deixem de experimentar o peking duck e o hot pot, dois pratos tão tradicionais quanto deliciosos!

Lost heaven: comida de yunan (spicy) gostosa e que sempre agrada, em um
ambiente upscale. (A128 Dajie Gulou Jiu)

Meshi: japa caseiro e descoladinho favorito. Fica numa pracinha linda, toda orgânica. Por mais bizarro que pareça, fazem o melhor cheeseburger da cidade. Coisa de japa tentar fazer tudo ” o melhor” . (37, Jiashan Market, Lane 550 Shaanxi Nan Lu)

Southern Barbarian: uma espécie de bar resto do Baixo Gávea,
versão Shanghai. A comida é também de yunan, porém mais caseira. E eles
tem uma carta de cervejas internacionais incrível. (2/F, Area E, Ju’Roshine Life Art Space, 169 Jinxian L)

Ding tai fung: tem melhores dumplings do mundo. Absolutamente imperdível. Só tem local. (24 Xinyuanxili Zhongjie, Chaoyang District)

Simply thai: thai chique que fica no French Concession, um bairro super fofo que lembra um pouco os Hutongs de Pequim. Só que com uma pegada mais Soho. (A6, Jinqiao Pudong Green Sports & Leisure Center, 600 Lan Tian Lu)

Nepali Kitchen:  comida Nepalesa. É uma delícia, parece um pouco com a indiana , mas tem suas particularidades. Aconselho sentar nos tatamis, que lembram um pouco o ambiente do segundo andar Zazá.  (819 Julu Lu, near Fumin Lu)

Pinxuan: tradicional de Sichuan. Usa pimentas que amortecem a boca e
são proibidas fora da China.

 
 

As fotos fantásticas de Sandy Skoglund

16 mar

Existem fotógrafos, existem cenógrafos, existem aderecistas. E existe Sandy Skoglund, que é tudo isso junto e mais um pouco. A gente descobriu ela lá no blog da Farm.

Sandy Skoglund mistura artes plásticas, técnicas de repetições e fotografia. A cada clique, a artista americana constrói um cena diferente, uma instalação com milhares de adereços e pessoas em ações milimétricamente dirigidas, criando um universo surreal e berrante.

E vale tudo entre os materiais. Até Cheetos e pipoca. Só não vale Photoshop. Sandy Skoglund não manipula as suas fotos. Dá pra acreditar?

 
 

Museus do mundo em um clique

14 mar

Imagine passear pelo MoMA ou pelo Van Gogh Museum sem sair de casa? Ok, muito melhor estar lá. Mas quando não é possível pegar a ponte aérea, uma saída interessante é acessar o Google Art Project.

Trata-se de uma espécie de Google Street, só que dentro de museus, onde pode-se caminhar pelas galerias e examinar mais de 1000 obras de mais de 400 artistas diferentes. Cada imagem tem 7 bilhões de pixels, suficiente para fazer zooms impressionantes e não perder nenhum detalhe.

A lista de museus inclui MoMA em New York, The State Hermitage Museum em St. Petersburg, Tate Britain & The National Gallery em Londres, Museo Reina Sofia em Madrid, the Uffizi Gallery em Florença e o Van Gogh Museum em Amsterdam.

Não é incrível? Quem curtiu levanta a mão! \\0// \\0// \\0//

 
 

Pequim, a incrível

09 mar

Chegamos em Pequim. Dizem que a diferença entre Xangai e Pequim é que Pequim seria o Rio de Janeiro e Xangai, São Paulo. Demorei a perceber como. Em Pequim se fala ainda menos inglês do que em Xangai, em outras palavras: nada. Ficamos num hotel incrível, que eu super recomendo “Hotel G”. Quarto, serviço e café da manhã dignos dos melhores hoteis do mundo, por um valor muito abaixo dos mesmos. Porém… a comunicação é complicada. Mas a gente se acostuma e vira mestre de mímica.

Fizemos programas fascinantes. Visitamos Hutongs, que estão entre as construções mais antigas de Pequim, com ruas estreitas em que todos viviam numa verdadeira simbiose, com banheiros e cozinhas coletivos, e que hoje se transformaram em bairros cheios de charme com gente descolada, lojinhas e restaurantes fofos. Como Palermo ou Soho.

E ao sair dali, passamos pelo Hou Hai, como a nossa Lagoa Rodrigo de Freitas, só totalmente povoado de restaurantes que me deram até inveja. Alugamos 2 bicicletas duplas para alegria das crianças e, como bons turistas, demos a volta na lagoa. Estava um frio de rachar!!

No dia seguinte fomos à Cidade Proibida, onde viveram os últimos Imperadores. As fotos falam por si. E quem assistiu ao fime de Bertolucci sabe do que eu estou falando.

É por isso que Pequim é comparada ao Rio de Janeiro, pois é cheia de pontos turísticos de cair o queixo. Como se não bastasse, tem a Muralha da China. Pode-se visitá-la em vários pontos, pois afinal estamos falando de 7 mil quilômetros construídos!! Escolhemos um lugar que fica a 2 horas de Pequim, é um pouco mais vazio e para glória dos pequenos (e devo confessar, minha também) pudemos subir até ela através de lifts (como os de ski), e depois de andarmos uma hora ariba e abajo, descemos através de um tobogã. Isso foi uma delícia, pois só de andar a Muralha já se faz um esforço louco, pois é alto, rarefeito, frio de 0 grau e a Muralha cheia de escadas e sobe e desce. Se tivéssemos que, além disso, subir quase 2 quilômentros montanha acima com 2 crianças, seria uma missão quase impossivel. Então lift para subir e tobogã para descer era uma diversão a parte, que anima qualquer criança em programa cultural.

Hoje, último dia de Pequim, visitamos o Factory 798 ou Art District. A região é hoje o endereço da vanguarda artística de Pequim ( e da China como um todo), uma versão de Greenwich Village, onde vários artistas começaram a se mudar para as fábricas estatais que haviam sido abandonadas depois do início das reformas econômicas. Eles buscavam amplos espaços, tranquilidade e aluguéis baratos. Em pouco tempo, a antiga área industrial deu origem a dezenas de galerias, ateliês, bares, restaurantes, clubs e lojas fofas. A China surpreendeu.

 
 

Diários de Yang Shuo, no interior da China

07 mar

Se você vier para esse outro lado do planeta, não pode deixar de se embrenhar pelo interior da China. Pelo menos por um dos interiores. O que escolhemos, YangShuo é de tirar o fôlego.

Estamos aqui por 4 dias e é pouco.

Escolhemos um hotel que podemos chamar de pousada de charme no Brasil: YangShuo Mountain Retreat. Ela fica à beira do Rio Yulong, de uma paisagem onírica. Rio de águas calmas e espetado por centenas de pequenos Pães de Açucar em suas águas.


Como não poderia deixar de ser, um de nossos programas foi sair de bicicleta pelo country side. Também descemos o rio num fofo barco de bambu.

Viemos na Primavera (mas frio à beça) e fomos nadar numa caverna- Buddha Water Cave – com águas super quentes. Haviam vários pequenos laguinhos com águas por volta dos 40 graus e foi incrível deitar naquelas águas quase quentes demais. Desconfio, no entanto, que no verão a diversão seria ainda maior, pois há outros lagos (até um de lama, onde os locais se esbaldam) e cachoeiras dentro de outras cavernas (aqui as cavernas abundam).

Imagino picnics do lado de fora nessa geografia atordoante, mas que devido ao frio do momento (por volta de 8 graus) não nos estimulou muito a praticar.

Hoje fomos visitar 2 vilas na montanha: A vila XingPing dos pescadores – que dizem ter sido contruída sob os bons auspícios de um fengshui natural, pois é rodeada por 7 montanhas e tem 2 grandes pedras como guardiãs na sua entrada – e a cidade de XingPing, que é o vilarejo mais velho de YangShou.

E e adorável. Com uma arquitetura bem preservada da dinastia Ming. Posso dizer que tive minha melhor refeição chinesa até aqui. Um frango ao limão (acho que foi feito com mel também, vou tentar algo assim quando voltar) que estava divino. Não preciso nem dizer que não havia qualquer ocidental em volta e que mal nos entendiam em inglês, por isso não tenho certeza dos ingredientes, mas vou perseguir esse sabor que já está encravado na parte gastronômica da alma.

Visitamos a vila de Fuli (de mais de mil anos), onde os mais famosos leques de papel da China são feitos. Lá visitamos um templo Tao (religião original Chinesa, da qual Confúncio faz parte) do Deus Matsu, que protege as pessoas que vivem na beira do mar. Fiz uma prece e me deram um tamborzinho para sacudir, de onde caiu um das muitas espátulas antigas gravadas com palavras que ainda nào sei o que significam, mas que uma chinesa copiou ara mim e preciso de alguém para decifrar! espero que com boa sorte!!

Amanhã partimos para Pequim. Volto com mais estórias. Inté.

 
 

Os finalmente de Xangai

06 mar

Aconselho demais a quem vier a Xangai alugar ( 30 yuan a diária, o equivalente a menos de 10 reais o dia!) ou, como nós, comprar uma bicicleta ( compramos as americanas Dahuan, dobráveis, incriveis). A cidade é totalmente plana e mesmo que nos últimos anos os carros tenham ganhado espaço nas ruas chinesas, os viajantes apaixonados por pedaladas não têm do que se queixar no país detentor da maior frota de bicicletas do mundo, com cerca de 2,4 milhões de magrelas. Em Xangai por exemplo há ciclovias em quase todas as ruas e quase todas largas o suficiente para fazer ultrapassagens seguras. E você ainda terá mais autonomia em comparação com um city tour convencional e não precisará contar com os táxis, que, embora baratíssimos, muitas vezes se recusam a fazer corridas de curta distância.

O trânsito chinês parece caótico à primeira vista, mas você aos poucos vai entender a lógica. O importante é entender que na cidade as bicicletas são meios de transporte e precisam respeitar as regras e as sinalizações de tráfego.Tem que ter cuidado, pois nos cruzamentos, quem vira a direita não precisa parar. As ruas tem sempre indicacao de norte, sul, leste, oeste.

Ai é só sair pedalando. Pudong (o bairro novíssimo de Xangai, do outro lado do Rio) é imperdível também. A face nova da China. Há 10 anos era um pântano. Hoje posso afirmar que concorre com Dubai em modernidade. Avenidas largas, com faixas de bicicletas maiores que nossa ruas da Zona Sul carioca. Prédios incríveis, retorcidos, arquitetura de cair queixo. E, como nao poderia deixar de ser, estão construindo o prédio mais alto do mundo (realmente acho que Dubai é um parâmetro para eles). E não pude deixar de imaginar que nossa Barra da Tijuca poderia ter sido algo assim.

Conhecemos também o Mercado de Animais, onde se vende tudo quanto é bicho, mas o que mais chamou a minha atenção e a das crianças foram as gaiolinhas com grilos e gafanhotos. Eles são valorizados pelos sons que produzem e pelas suas qualidades como lutadores. Enquanto no Brasil temos as brigas de galo, aqui o negócio são as brigas de grilos. Essa cultura de insetos nasceu há mais de mil anos e existem mais de 10 milhões (!!) de chineses que os têm como bichinho de estimação. Existe até site na internet com dicas para alimentação e outros cuidados para deixá-los mais fortes (www.xishuai.net).

Outro programa imperdível em Xangai é ir num tailor e mandar fazer os melhores ternos ou casacões que vc possa imaginar! É levar seu modelo favorito ou ate mesmo uma foto e eles o fazem incrivelmente bem com o melhor cashemir do mundo. Ou seda. Ou lã. Meu marido levou 2 ternos Gucci e eu levei uma foto de um coat Dior. Esse alfaiate foi meu irmão que nos indicou. Na verdade é um dos mais caros, mas fica perfeito e custa um valor ínfimo comparado ao original stuff. E é melhor, pois é feito milimetricamente para seu corpo e tem um caimento excepcional.

 
 

Diário de Xangai

03 mar

Estamos em Xangai há alguns dias. É uma cidade incrível. Rica, muito rica. E plana. Totalmente plana. E, por isso, compramos bicicletas para a família toda e estamos conhecendo Xangai comm nossas magrelinhas. Para quem gosta de viver as cidades através da vida que seus cidadaos levam, esse é um meio perfeito.

Andamos para todos os lados. Paramos em cafés e pequenos restaurantes. Restaurantes nepaleses (lembram o segundo andar do Zazá; sentamos sobre futtons e temos que tirar os sapatos), cantoneses, de dumplings (conheci as cozinhas e o processos, cada dumpling precisa de 4 pessoas para ser feito!), um bar de drinks moleculares, fomos aos mercados de chás, de comida, de antiguidades ate mercados de animais, onde se vende desde grilos de briga ate chichilas fofos. Fomos a um museu super escondido (depois passo o endereço), onde estão expostos pôsteres originais da época da Revolução Cultural. Através deles, entende-se toda a reeducação pela qual os chineses passaram. O governo nao proíbe isso, mas também nao incentiva e o museu rola dento de um prédio particular e escondido.

Aliás, falando nisso, meu email foi bloqueado aqui, sabe lá Deus por quê. Tenho que usar subterfúgios para escrever. Mando mais notícias em breve! (e as listas dos restaurantes)

 
 

Anotações sobre Dubai

01 mar

Estamos em Dubai (tenho um irmão em Xangai e uma irmã que mora em Dubai). Fiquei surpresa, pois Dubai é mais do que uma cidade artificial como eu pensava. Existe vida correndo solta e paralela ali.

Emirati (os locais) de um lado e todos os gringos (a maioria) de outro. Aqui se convive com mulheres de burca e meninas ocidentais andando de short e biquine no souks (coisa que nãoo rola nem em shopping carioca). Visitamos o deserto, andamos em souks novos e antigos. A maioria das coisas de faz de carro. Taxi é barato. Restaurantes são caríssimos.

E o supermercado é uma loucura. Foi meu parque de diversões; aliás, sempre é. Comprei ingredientes de todos os mundos. De mel pastoso libanês (aquele branco, impossível de achar no Brasil) a rubs africanos, curries indianos e tailandeses entre muitas delícias. Almoçamos em restaurantes estrelados e bons (vou passar os nomes depois) e pelo menos um tourist trap. Fomos tomar um chá da tarde no restaurante mais alto do mundo, que fica 122 andares acima da terra, dentro daquela torre que tem quase 200 andares e mais de 800 metros (significa o morro do corcovado, mais o Cristo redentor e ainda falta um pouquinho). O restaurante é chique de doer e a vista é deslumbrante, mas você deixa a sua carteira ali e sai insatisfeito, de fome e de sabor. Não posso reclamar, pois era bem de se esperar, não?

Bom, um programa muito legal com crianças, nosso caso, é ir ao Aquário. Aliás, eu adoro esse programa e o de Dubai é o máximo mesmo. O museu de Dubai, que conta a História dos Emirados Árabes e como Dubai se tornou o que se tornou, é obrigatorio. Nos mostra como que, quando se tem dinheiro e vontade política, um deserto pode virar um paraíso para seus cidadãos.

De se esperar, nao?