Archive for the ‘Ponte aérea’ Category

Vamos pra Jeri?

02 mar

Quer uma dica de um hotel bacanérrimo em Jeri?  É o Vila Kalango. Ele é super charmoso, tem uma pegada eco, e fica bem do ladinho da duna do pôr do sol.

Tudo é lindo, mas o que mais chama a atenção são as palafitas, chalés suspensos construídos a 3 metros do chão, sob colunas de eucalipto.  Eles são feito com materiais típicos como paredes de tijolos de barro, piso de madeira, telhados de palha e de folhagem de carnaúba, e mega classudos, com travesseiros de pluma, cama com dossel. O máximo! Detalhe: pra gente entrar ainda mais no clima, eles baniram as tevês dos quartos (tudo bem, pra quem não vive sem, o hotel tem sala de tevê!).

A piscina é um charme a parte, pra quando, e se,  a gente cansar do sal.

 
 

Os jardins de Hermé

23 jan

Pierre Hermé é a haute couture dos patissiers. De tempos em tempos, ele lança uma coleção de macarons.  A de 2012 foi anunciada esses dias, e chega nas lojas dia 1 de fevereiro com o nome de Les Jardins. E é um abalo. O primeiro macaron da ligne? Jardin Enchanter! Dê uma mordida e no interior você terá creme de limão e um “coração” de framboesa com uma pontinha de pimenta de Espelette.

Hermé promete lançar um novo macaron a cada mês. Ainda vêm por aí combinações como chá verde, girolles e limão; rosa, vanila e cravo …

… baunilha com manjericão, e flor de laranjeira com rosa e gengibre.

Demais, né? Então não deixa de experimentar se estiver de passagem por Paris. Na rue Bonaparte , 72 (metrô Mabillon ou Odeon).

Se deixou apaixonar? Passe na simpática lojinha de Pierre Hermé: 72 rue Bonaparte 75006 Paris.

 

Dicas de Copenhagen!

12 set

As pessoas aqui são elegantérrimas, no maior sentido da palavra: através de suas atitudes. São simpáticas, atenciosas, respeitam as diferenças. Além de tudo, desconfio que seja o povo mais bonito do planeta. Os sedentários são poucos, pois todo mundo anda de bicicleta para todos os cantos. Ajuda a cidade ser plana e as ciclovias serem mais importantes do que a rua dos carros.

Viemos para Copenhagen depois do casamento de minha irmã na Alemanha. Viemos de carro e o deixamos parado por quatro dias ( que foi nosso tempo na cidade e achei pouco!). Importante notar a questão do “deixá-lo parado”, pois em Copenhagen, carro não passa de um estorvo. Tudo, tudo mesmo se faz de bicicleta, a pé, de barco ou no máximo de trem ou de ônibus. Carro nem pensar, não tem nem onde estacioná-lo… Alerta feito, passemos para as dicas positivas.

DORMIR:
Existem opções que valorizam o confortável design dinamarquês e opções bem localizadas. Como todo mundo anda a pé, procure um que fique nas imediações da rua Vesterbro, que além de ser perto da Central Station é walking distance das mais importantes atrações. Mas há opções sedutoras também em outras regiões:

Hotel Skt. Petri. Bem chique, bem design, o povo da moda adora.

First VESTERBRO. Um hotel com bom custo benefício. Sendo que o maior benefício é estar bem localizado. E para quem viaja com crianças.

Hotel Alexandra. Lindo de morrer, design total Danish classic por onde quer que você olhe: www.hotel-alexandra.dk

Hotel Fox. Esse é beeem muderninho. Funny. Entre no site para entender: www.hotelfox.dk

Imperial Hotel. Bem localizado, bonitão, grandão: www.imperialhotel.dk

COMER

Esse capítulo cabe de um tudo. A Dinamarca, como todos sabem, é a nova Espanha, a nova queridinha do circuito gastronômico. Aqui está o NOMA, eleito o melhor restaurante do mundo e que é necessário reservar com 3 meses de antecedência, esse todo mundo já ouviu falar e seria uma dica manjada. Então vamos tentar apontar algumas opções diferentes. Se a onda for upscale, na cola do Noma existem muitos outros em que a reserva pode ser feita apenas uma semana antes e cujas experiências não ficam atrás, como:

Era Ora. Restaurante italiano incrível. Mistura muito bem feita de tradição e modernidade.

Geranium. Esse bem onda do Noma, super respeitado.

Restaurant Paustian / Bo Bech. Do chef estrela Bo Bech, tem uma cozinha conceitual, que trabalha com ingredientes super frescos e de época, bem dentro da gastronomia dinamarquesa de ser.

Modernos e deliciosos:

Sticks&Sushi (primeira vez que eu vejo modernidade e sushi juntos dando um resultado delicioso. Além dos sushis, aqui tem umas robatas incríveis). Peça o combinado de sticks e o bowl de arroz de sushi com todos os tipos de peixe por cima, inclusive vieiras maravilhosas.

Aamaans ( www.aamanns.dk) : essa é uma mistura super bacana de autêntica cozinha dinamarquesa com um twist contemporâneo. Sem invencionice.

Comidas despretensiosas e deliciosas: em Cristiania existem várias opções de restaurantes naturebas estilo Celeiro, mas não com as mesmas cifras e sem nenhuma pretensão.

Arrisque as comidinhas de rua, como o hot-dog do Tívoli e trailers que vendem uma especialidade Húngara (como se fosse uma esfiha de massa de batata) com recheios diversos. Irresistível.

PASSEIOS:

Ao contrário do que eu pensava, Copenhagen tem coisa à beça para fazer. Quatro dias inteiros foi quase ridículo. Queria ter tido pelo menos uma semana ali, para ter tempo de experimentar tudo com calma. Vamos lá:

Parque Tívoli! Quem viveu a infância no Rio ( ou pelo menos visitou a cidade da sua infância) e tem entre 30 e 40 anos, deve visitar esse parque que inspirou nossa versão tupiniquim da Lagoa. O parque é liiindo! Nada a ver com Disney, é parquinho antigo, cheio de diversões gostosas, incluíndo montanhas russas e que tais. Imperdível é ir lá por volta das 5 , 6 horas da tarde – de verão bem entendido – comer um cachorro quente delicioso, ver as luzes do Parque se acenderem. É voltar a uma infância vintage. Don`t skip.

Tem que fazer um tour de barco. É turístico e deslumbrante ao mesmo tempo. Importante: leve uma garrafa de vinho e copos. E mais legal ainda se levar uns belisquetes. Dá para comprar tudo na rua das lojas da alameda Stroget (fechada para carros, é a maior rua de pedestres da Europa ), passa pelo Kings Square. Atente que existem alguns horários em que oferecem um guia que fala português ( brasileiro!) no barco.

Copenhagen Opera House: é um teatro impressionante, moderno chique e encravado no meio de uma ilha. Vale a pena visitá-lo e, se possível, assistir alguma das peças encenadas ali.

Christiania: bom isso é um capítulo a parte. Christiania é considerada um “Free Town”. É uma viagem no tempo aos anos 60/70, completamente hippie. Você vai encontrar aquelas figuras saídas diretamente daquelas décadas , algumas galerias de arte doidonas e restaurantes de comida orgânica e natural. Bom, mas não é exatamente por isso que Christiania é conhecida. Lá é como Amsterdam, liberado comprar e fumar a Maria Joana pelas suas ruas. Tem de todos os tipos e procedências.

Lousiannia Embora os nomes rimem, uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez até o produto final de Lousiannia possa ter sido inspirado no produto de Christiania… Enfim, Lousiannia é um museu de arte moderna fora de Copenhagen com uma área aberta e voltada para o mar, numa interação perfeita com a natureza e 4 pavilhões distintos em que cada um recebe uma exposição diferente, além das exposições ao ar livre. O restaurante tem um bufê delicioso ou serviço à la carte, mas como todos os dinamarqueses estavam atacando o buffet, acabamos seguindo a ideia e não nos arrependemos nem um pouco… e não esqueça de passar na loja do museu que traz uma amostra saborosíssima do design Dinamarquês.
Para chegar: é preciso pegar um trem , numa viagem que passa por meio de florestas, de 40 a 50 minutos. É um desbunde, imperdível, mas tenho que dizer que nossa Inhotim ainda é mais impressionante!

Para GASTAR nossos realitos:



Em primeiro lugar: DESIGN!
Além da loja do museu de Lousiannia ( que vale muito a pena, devo prevení-las), temos na rua de pedestres Stroget ( que eu citei acima, vale a pena passar um dia entrando e saindo das lojinhas – que tem de tudo, de Topshop a Royal Copenhagen Porcelain):

Illum Bolighus: Imperdível! Se for para escolher apenas um local para shopping, que seja aqui. Garanto que você não consegue ficar menos que 2 horas nessa loja ( e se for rápida!). Tem todo design dinamarquês que você possa sonhar. De garrafas térmicas incríveis ( e para quem gosta de chá tem aquelas garrafas que fervem a água em segundos e lindas!!), a puxadores, abajoures, louças e enfim toda uma gama de cacarequinhos irresistíveis!).

Royal Copenhagen Porcelain: Louça pintada a mão, tem que conferir, mesmo que não seja para comprar, por uma questão de cultura geral até.

Aliás, é só descer a Stroget que opções não vão faltar. Note que mesmo nas lojas de rede, como Topshop, H&M e até Urban Outfiters tem coleções exclusivas feitas por estilistas dinamarqueses, que a mim me lembraram de alguma maneira a minha querida Gilda Midani, talvez pela pegada chique-confortável.

Sogreni: Bicicletas maravilhosas, design vintage, feitas a mão. (Essa não fica na Stroget, mas vale a pena fazer uma visita, caso você seja, como eu, louco por bikes: Sankt Peders Stræde 30A)

Ufa , e isso é por que eu fiquei pouco nesta cidade encantada. Mas eu volto.

 
 

Zazá na China

25 ago

O carderno Ela do jornal O Globo (edição 13/08) trouxe uma entrevista que amamos. E o assunto foi delicioso: a viagem que fiz com minha família pra a China.
Entre dicas de hotéis e restaurantes, conto por onde andei, o que comi e o que vi. Na bagagem de volta, trouxe muita inspiração para um cardápio especial. Quem lembra das delícias do nosso menu chinês, hein?

Clique para ler a entrevista.

 

Mais luz ainda em Paris!

19 ago

Amamos a última ultra novidade de Paris. Se depender do novo hotel cinco estrelas La Maison Champs Élysées, nossa próxima parada será na cidade luz. O hotel foi todo reformado e, cereja!, a decoração foi feira pela mesma equipe de criadores da Maison Martin Margiela. São 57 quartos, sendo 17 no perfil couture rooms.

Nos ambientes há muito branco e peças vintage combinadas com modernas, criadas especialmente para o hotel. Não ficou o máximo?

 

Pintado a mão

04 jul

Um hotel pode ser decorado de várias formas. E uma delas é levando um pouco de street art para os ambientes. Foi o que fez o Hotel Fox, em Copenhagen, onde a gente aterrissa hoje com a nossa ponte aérea.

O Fox chamou 21 ilustradores e grafiteiros do mundo inteiro para colorir os quartos, salões, bares e elevadores de um antigo prédio localizado no centro da cidade. São 61 quartos. Cada um deles é obra de arte única, e com os temas mais diversos: contos de fada, geometrias, HQ.

Só não conte com um spa dentro do hotel, porque não há. Em compensação, o Fox aluga bikes e empresta iPods com ótimas trilhas sonoras para quem quiser pedalar pela cidade. E quer uma dica: dê um pulo em Christiania, o bairro Peace & Love de Copenhagen (depois eu conto um pouco de Christiania para vocês)!

ONDE: Jarmers Plads 3, Copenhagen.

 
 

Mais dicas de viagem, agora de Buenos Aires

24 mai

Dessa vez nós fomos parar em Buenos Aires, de onde voltamos com dicas fresquinhas para vocês. É só embarcar nessa.

ONDE FICAR, EM GRANDE ESTILO
HOTEL HOME: é uma opção descolada em Palermo. Bom porque dá para passar o fim de semana sem pegar taxi, pois ali tem do melhor de Buenos Aires.
ALVEAR: é uma versão portenha do Copa. Com direito a mordomo parar desfazer e , luxo total, fazer as malas na volta.
FAENA: é a versão Fasano. Um pouco longe, em Porto Madero, mas tem muitas vantagens. Se estiver calor, tem uma piscina divina. E bikes para andar no parque da Reserva, ali do lado. Se tiver disposição, no domingo vale ir a San Telmo de bike, visitar a feirinha e tomar umas copas.

ONDE COMER, PARA TODOS OS ESTILOS
PARRILLAS
Tomei cuidado para não colocar os óbvios turistóides, como Cabana Las Lilas e similares. Todos são pequenos e charmosos de um jeito ou de outro.
EL OBRERO – Botecão portenho, tipo nosso Jobi ou Bracarense. Só que fica meio longe, perto da Boca (Rua Caffarena, 64). Mas super pitoresco, só locais. Muito bom. Vale bem a viagem.
CABRERA: em Palermo e considerado um dos melhores pelos locais.
MINGA: Botecão delícia, só locais, come-se bem e barato.
CONTEMPORÂNEOS
CASA CRUZ: em Palermo, descolado, come-se muito bem. Atenção para o delicioso ceviche de vieiras, ai!
TEGUI: cozinha de autor. Fica atrás de uma portinha escondida, não se daria nada por ele. Porém, é chique, bonito e caaaro de doer. Dos mesmos donos do Casa Cruz. Não fui feliz.
OSAKA: Mistura de japa com peruano. Vale totaaal! EM Palermo, descolado, bonito e diferente. Não perca.
BAR 6: Também em Palermo, na rua Armênia, para um almoço despretensioso. O lugar é bacana, bem iluminado, com comidinhas deliciosas e barato. Cheio de gente descolada. Nada mauricinho.

PARA GASTAR SEUS REAIZINHOS…
Opção é o que não falta. Vão faltar são reais e espaço na mala, pois dá vontade de levar de um tudo, ainda mais se pensar no que se cobra no Brasil por qualquer coisa semelhante…
JUANA DEL ARCO: Camisolas, calcinhas sunguetes, meias. Sexy doidinho, se for lá vai entender do que eu falo. Em Palermo, na El Salvador.
NO LINEAL: Essa até já falamos no blog, mas aqui vai de novo, pois não dá para perder, uma vez que você não vai achar nada assim no Brasil. Elas fazem as estampas das meias calcas e calcinhas e afins. Fofas. Detalhes: já que não gosto de fato de meia-calça, adoro as bucaneras, que são aquelas meias que vão até o meio da cocha, sem subir até a cintura. Assim você tem as pernas estampadas e continua sexy, pois a gente de meia calça mesmo não pode ser chamada assim, não? Guemes, 4125 (quase no final de Palermo)
CARLA DI SI: Calle Gurruchaga, 1677. Para quem como eu, usa óculos, essa loja de dois designers (um argentino e outro italiano) é de fazer a festa. Óculos feitos a mão, super diferentes e que ao mesmo tempo nos deixam mais interessantes. O preço é super razoável considerando que só você terá aquele modelo. Eu garimpo meus óculos ao redor do mundo e adorei ter essa opção tão perto de casa.
MI: Bolsas e mochilas de design. Inventivas e modernas. Comprei um exemplar que me acompanha bem na bicicleta e depois levo para jantar sem fazer feio. Armenia, 1495
AYRES: Bom, nessa eu me joguei. Calça de couro com corte impecável. Jaquetas chiques e linhas limpas. Sapatos. De tudo que a gente precisa. Mas sem muito frufru. Nesse inverno, foi a minha cara. tem em vários endereços. Entre outros, no fatídico Palermo, El Salvador, 4661.
SECO: Roupas para chuva. É uma delícia essa lojinha. Tem de tudo. Dos esperados guarda-chuvas e capas, até chapéus, galochas, protetores de calçados. Vale espiar nem que seja como curiosidade. Armênia, 1646.
FELIX: Por último, aquele presente para os rapazes. Essa tienda esta boníssima. Camisas, caLças, sapatos e meias. Meias diferentes, coloridas, para homens com estilo.

 

Gula em Pequim, nossa lista de restôs

18 mar

Depois do roteiro turístico, o roteiro da Gula em Pequim. Aqui vai uma lista de restaurantes provados e aprovados! E, tendo a oportunidade, não deixem de experimentar o peking duck e o hot pot, dois pratos tão tradicionais quanto deliciosos!

Lost heaven: comida de yunan (spicy) gostosa e que sempre agrada, em um
ambiente upscale. (A128 Dajie Gulou Jiu)

Meshi: japa caseiro e descoladinho favorito. Fica numa pracinha linda, toda orgânica. Por mais bizarro que pareça, fazem o melhor cheeseburger da cidade. Coisa de japa tentar fazer tudo ” o melhor” . (37, Jiashan Market, Lane 550 Shaanxi Nan Lu)

Southern Barbarian: uma espécie de bar resto do Baixo Gávea,
versão Shanghai. A comida é também de yunan, porém mais caseira. E eles
tem uma carta de cervejas internacionais incrível. (2/F, Area E, Ju’Roshine Life Art Space, 169 Jinxian L)

Ding tai fung: tem melhores dumplings do mundo. Absolutamente imperdível. Só tem local. (24 Xinyuanxili Zhongjie, Chaoyang District)

Simply thai: thai chique que fica no French Concession, um bairro super fofo que lembra um pouco os Hutongs de Pequim. Só que com uma pegada mais Soho. (A6, Jinqiao Pudong Green Sports & Leisure Center, 600 Lan Tian Lu)

Nepali Kitchen:  comida Nepalesa. É uma delícia, parece um pouco com a indiana , mas tem suas particularidades. Aconselho sentar nos tatamis, que lembram um pouco o ambiente do segundo andar Zazá.  (819 Julu Lu, near Fumin Lu)

Pinxuan: tradicional de Sichuan. Usa pimentas que amortecem a boca e
são proibidas fora da China.

 

Pequim, a incrível

09 mar

Chegamos em Pequim. Dizem que a diferença entre Xangai e Pequim é que Pequim seria o Rio de Janeiro e Xangai, São Paulo. Demorei a perceber como. Em Pequim se fala ainda menos inglês do que em Xangai, em outras palavras: nada. Ficamos num hotel incrível, que eu super recomendo “Hotel G”. Quarto, serviço e café da manhã dignos dos melhores hoteis do mundo, por um valor muito abaixo dos mesmos. Porém… a comunicação é complicada. Mas a gente se acostuma e vira mestre de mímica.

Fizemos programas fascinantes. Visitamos Hutongs, que estão entre as construções mais antigas de Pequim, com ruas estreitas em que todos viviam numa verdadeira simbiose, com banheiros e cozinhas coletivos, e que hoje se transformaram em bairros cheios de charme com gente descolada, lojinhas e restaurantes fofos. Como Palermo ou Soho.

E ao sair dali, passamos pelo Hou Hai, como a nossa Lagoa Rodrigo de Freitas, só totalmente povoado de restaurantes que me deram até inveja. Alugamos 2 bicicletas duplas para alegria das crianças e, como bons turistas, demos a volta na lagoa. Estava um frio de rachar!!

No dia seguinte fomos à Cidade Proibida, onde viveram os últimos Imperadores. As fotos falam por si. E quem assistiu ao fime de Bertolucci sabe do que eu estou falando.

É por isso que Pequim é comparada ao Rio de Janeiro, pois é cheia de pontos turísticos de cair o queixo. Como se não bastasse, tem a Muralha da China. Pode-se visitá-la em vários pontos, pois afinal estamos falando de 7 mil quilômetros construídos!! Escolhemos um lugar que fica a 2 horas de Pequim, é um pouco mais vazio e para glória dos pequenos (e devo confessar, minha também) pudemos subir até ela através de lifts (como os de ski), e depois de andarmos uma hora ariba e abajo, descemos através de um tobogã. Isso foi uma delícia, pois só de andar a Muralha já se faz um esforço louco, pois é alto, rarefeito, frio de 0 grau e a Muralha cheia de escadas e sobe e desce. Se tivéssemos que, além disso, subir quase 2 quilômentros montanha acima com 2 crianças, seria uma missão quase impossivel. Então lift para subir e tobogã para descer era uma diversão a parte, que anima qualquer criança em programa cultural.

Hoje, último dia de Pequim, visitamos o Factory 798 ou Art District. A região é hoje o endereço da vanguarda artística de Pequim ( e da China como um todo), uma versão de Greenwich Village, onde vários artistas começaram a se mudar para as fábricas estatais que haviam sido abandonadas depois do início das reformas econômicas. Eles buscavam amplos espaços, tranquilidade e aluguéis baratos. Em pouco tempo, a antiga área industrial deu origem a dezenas de galerias, ateliês, bares, restaurantes, clubs e lojas fofas. A China surpreendeu.

 

Os finalmente de Xangai

06 mar

Aconselho demais a quem vier a Xangai alugar ( 30 yuan a diária, o equivalente a menos de 10 reais o dia!) ou, como nós, comprar uma bicicleta ( compramos as americanas Dahuan, dobráveis, incriveis). A cidade é totalmente plana e mesmo que nos últimos anos os carros tenham ganhado espaço nas ruas chinesas, os viajantes apaixonados por pedaladas não têm do que se queixar no país detentor da maior frota de bicicletas do mundo, com cerca de 2,4 milhões de magrelas. Em Xangai por exemplo há ciclovias em quase todas as ruas e quase todas largas o suficiente para fazer ultrapassagens seguras. E você ainda terá mais autonomia em comparação com um city tour convencional e não precisará contar com os táxis, que, embora baratíssimos, muitas vezes se recusam a fazer corridas de curta distância.

O trânsito chinês parece caótico à primeira vista, mas você aos poucos vai entender a lógica. O importante é entender que na cidade as bicicletas são meios de transporte e precisam respeitar as regras e as sinalizações de tráfego.Tem que ter cuidado, pois nos cruzamentos, quem vira a direita não precisa parar. As ruas tem sempre indicacao de norte, sul, leste, oeste.

Ai é só sair pedalando. Pudong (o bairro novíssimo de Xangai, do outro lado do Rio) é imperdível também. A face nova da China. Há 10 anos era um pântano. Hoje posso afirmar que concorre com Dubai em modernidade. Avenidas largas, com faixas de bicicletas maiores que nossa ruas da Zona Sul carioca. Prédios incríveis, retorcidos, arquitetura de cair queixo. E, como nao poderia deixar de ser, estão construindo o prédio mais alto do mundo (realmente acho que Dubai é um parâmetro para eles). E não pude deixar de imaginar que nossa Barra da Tijuca poderia ter sido algo assim.

Conhecemos também o Mercado de Animais, onde se vende tudo quanto é bicho, mas o que mais chamou a minha atenção e a das crianças foram as gaiolinhas com grilos e gafanhotos. Eles são valorizados pelos sons que produzem e pelas suas qualidades como lutadores. Enquanto no Brasil temos as brigas de galo, aqui o negócio são as brigas de grilos. Essa cultura de insetos nasceu há mais de mil anos e existem mais de 10 milhões (!!) de chineses que os têm como bichinho de estimação. Existe até site na internet com dicas para alimentação e outros cuidados para deixá-los mais fortes (www.xishuai.net).

Outro programa imperdível em Xangai é ir num tailor e mandar fazer os melhores ternos ou casacões que vc possa imaginar! É levar seu modelo favorito ou ate mesmo uma foto e eles o fazem incrivelmente bem com o melhor cashemir do mundo. Ou seda. Ou lã. Meu marido levou 2 ternos Gucci e eu levei uma foto de um coat Dior. Esse alfaiate foi meu irmão que nos indicou. Na verdade é um dos mais caros, mas fica perfeito e custa um valor ínfimo comparado ao original stuff. E é melhor, pois é feito milimetricamente para seu corpo e tem um caimento excepcional.

 
 

Diário de Xangai

03 mar

Estamos em Xangai há alguns dias. É uma cidade incrível. Rica, muito rica. E plana. Totalmente plana. E, por isso, compramos bicicletas para a família toda e estamos conhecendo Xangai comm nossas magrelinhas. Para quem gosta de viver as cidades através da vida que seus cidadaos levam, esse é um meio perfeito.

Andamos para todos os lados. Paramos em cafés e pequenos restaurantes. Restaurantes nepaleses (lembram o segundo andar do Zazá; sentamos sobre futtons e temos que tirar os sapatos), cantoneses, de dumplings (conheci as cozinhas e o processos, cada dumpling precisa de 4 pessoas para ser feito!), um bar de drinks moleculares, fomos aos mercados de chás, de comida, de antiguidades ate mercados de animais, onde se vende desde grilos de briga ate chichilas fofos. Fomos a um museu super escondido (depois passo o endereço), onde estão expostos pôsteres originais da época da Revolução Cultural. Através deles, entende-se toda a reeducação pela qual os chineses passaram. O governo nao proíbe isso, mas também nao incentiva e o museu rola dento de um prédio particular e escondido.

Aliás, falando nisso, meu email foi bloqueado aqui, sabe lá Deus por quê. Tenho que usar subterfúgios para escrever. Mando mais notícias em breve! (e as listas dos restaurantes)

 

Anotações sobre Dubai

01 mar

Estamos em Dubai (tenho um irmão em Xangai e uma irmã que mora em Dubai). Fiquei surpresa, pois Dubai é mais do que uma cidade artificial como eu pensava. Existe vida correndo solta e paralela ali.

Emirati (os locais) de um lado e todos os gringos (a maioria) de outro. Aqui se convive com mulheres de burca e meninas ocidentais andando de short e biquine no souks (coisa que nãoo rola nem em shopping carioca). Visitamos o deserto, andamos em souks novos e antigos. A maioria das coisas de faz de carro. Taxi é barato. Restaurantes são caríssimos.

E o supermercado é uma loucura. Foi meu parque de diversões; aliás, sempre é. Comprei ingredientes de todos os mundos. De mel pastoso libanês (aquele branco, impossível de achar no Brasil) a rubs africanos, curries indianos e tailandeses entre muitas delícias. Almoçamos em restaurantes estrelados e bons (vou passar os nomes depois) e pelo menos um tourist trap. Fomos tomar um chá da tarde no restaurante mais alto do mundo, que fica 122 andares acima da terra, dentro daquela torre que tem quase 200 andares e mais de 800 metros (significa o morro do corcovado, mais o Cristo redentor e ainda falta um pouquinho). O restaurante é chique de doer e a vista é deslumbrante, mas você deixa a sua carteira ali e sai insatisfeito, de fome e de sabor. Não posso reclamar, pois era bem de se esperar, não?

Bom, um programa muito legal com crianças, nosso caso, é ir ao Aquário. Aliás, eu adoro esse programa e o de Dubai é o máximo mesmo. O museu de Dubai, que conta a História dos Emirados Árabes e como Dubai se tornou o que se tornou, é obrigatorio. Nos mostra como que, quando se tem dinheiro e vontade política, um deserto pode virar um paraíso para seus cidadãos.

De se esperar, nao?

 

Made in China

18 fev

Estamos de malas prontas. Amanhã, embarco para a China atrás de novos aromas e inspirações. Arrastei toda a família! Nossa rota inclui Shangai, Guillin, Yang Shuo, Pequim, Hong Kong. Aguardem nosso retorno, porque vamos chegar cheia de novidades para o bistrô. Um beijo carinhoso em todos, e até a volta! Zazá Piereck.

 

Ponte aérea: Tropea

14 fev

Descobrimos Tropea quase por acaso. Íamos de Roma para a Sicília e, de repente, surgiu aquele paredão escarpado, com um casario medieval que flutuava por cima das pedras, e tudo isso se encerrando no mais azul do mar Tirreno.

Tropea é sem dúvida umas das mais charmosas cidades da Calábria. Do tipo onde come-se bem, bebe-se bem e ama-se muito. O Le Volpi e l’Uva (Via Garibaldi 11) é um wine bar com uma excelente carta de vinhos italianos. No Da CeCe (Largo Toraldo Grimaldi 89861), a gente encontra os pratos típicos mais gostosos de Tropea. E o Vecchio Forno (Via Caivano 89861) tem as fornadas de pizza mais disputadas de lá. E um antepasto de rabanete incrível (Tropea tem plantações de rabanete a perder de vista).

Curta as praias, mas não se deixe seduzir demais por elas. Além das areias, há muito o que ver: praças, ótimos boulevares, catedrais, o Monastério de Sant’Arcangelo. E se você tiver tempo, dê um pulo em Pizzo, uma cidade romantiquinha ali perto, e faça um passeio até às Ilhas Eólias.

E para ficar, o agriturismo Villino Eleonora é um charme. Ou o Porto Pirgos, de frente pro mar.

 

Pérola mediterrânea

16 jan

A gente ama descobrir uma lugar diferente. Por isso, a gente pirou quando conheceu Pantelleria, uma pequena ilha italiana localizada exatamente a meio caminho entre a Sicília e a Tunísia, e resolveu dividir esse roteiro tão sensacional (quanto desconhecido) com vocês.

Pantelleria é a pérola negra do Mediterrâneo, o hotspot das celebridades (Armani e Depardieu têm casa aqui, e até Aldous Huxley chegou a morar uma temporada na ilha), um encontro entre natureza selvagem e História. A ilha é o topo de uma montanha de lavra vulcânica, com piscinas termais e ebulições de vapor que formam saunas naturais e denunciam um vulcão ainda em atividade (mas sem riscos de entrar em erupção). Em volta, o mar é cristalino, com um fundo de corais raríssimos. Essa é a parte natural.

A histórica é a seguinte: Pantelleria foi ocupada por cartagineses, romanos, árabes e, daí, à paisagem vulcânica, somam-se ruelas com casas e fortificações com influência moura, às vezes grega, aromas de especiarias e sabores que misturam o mediterrâneo europeu com a África, pestos e couscous. Incrível.

ONDE FICAR: O quente por lá é alugar um dammusi, pequenas casas rurais feitas em pedras lávicas em formato cúbico, com aberturas em arco e tetos brancos em cúpula. Já para uma hospedagem mais luxuosa, tem o Monastero, o Pantelleria Dream, e o Gold Pantelleria.

COMO CHEGAR: Pode-se ir de barco a partir de Trápani e Agrigento (na Sicília), ou de avião.

O PASSITO: Não, não é uma dança. Passito é o vinho produzido em Pantelleria, indispensável. Pode, inclusive, degustá-lo no Cicci’s Bar, na vila de Pantelleria. É o mais badaladinho de todos.

 
 

Tudo azul!

15 dez

Imagine um lugar com as cores de Bora Bora e o clima Buena Vista Social Club. Este lugar existe, e fica logo ali. Localizado no caribe venezuelano, a seis horas de vôo do Rio de Janeiro, Los Roques é onde o galo canta atualmente no Caribe. Cercado por arrecifes que formam uma gigantesca piscina de águas calmas e transparentes, Los Roques é o segundo maior arquipélago com fundo de coral no mundo. Um império azul, onde a preservação é levada a sério. Das quase 300 ilhas e bancos de areia que formam este paraíso caribenho, apenas uma é habitada: a Gran Roque. O resto é um convite à contemplação.

Passamos duas semanas incríveis lá, e voltamos com dicas douradas pra vocês. Visite Cayo de Agua, considerada umas das dez praias mais bonitas do mundo pela National Geografic. É como se ela tivesse duas ilhas unidas por um istmo de areias branquíssimas. Para quem curte snorkeling, a rota é Rabusquí e Cote. O primeiro com estrelas do mar, e o segundo com corais pré-históricos que chegam a 20 metros de altura. E não lambuzem-se de pecados: a lagosta da Posada Mediterraneo (pousada, aliás, que ultra recomendamos para hospedarem-se), que é pescada praticamente na hora (é preciso encomendá-la um dia antes) e a banana colada no Bar Aquarena, um barzinho na praia com pufes e esteiras espalhados pela areia.
E não tentem, nem de longe, infringir o dress code de Los Roques. No labels, no make up; leve apenas suas snorkel, pé de pato e suas
Havaianas.

 
 

St.Barts, a França dos Trópicos

08 nov

Saint-Barthélemy é daqueles lugares que a gente tem que ir pelo menos uma vez na vida. Balneário-símbolo do caribe francês, St.Barts é uma versão ultramarina de Saint Tropez, com hoteis de charmes, restaurantes incríveis e boutiques com sotaque sinceramente francês. Mas com um plus motif: o clima dos trópicos.

St. Barts tem 32 praias, todas deslumbrantes. A Baie Saint Jean, com duas praias divididas pela Pedra do Eden, é onde o galo canta. Gouverneur e Colombier, as mais selvagens. Marigot e Lorient são as preferidas de quem mora na ilha. Com estátuas naturais de sal, Saline também é um passeio imperdível. E a Shell é onde todos vão para ver o pôr do sol.

Come-se bem em St. Barts. Incrivelmente bem, aliás. O La Plage tem uma pegada romântica, com velas e mesas na areia. O Maya´s to go é outro imperdível, com pratos da culinária tradicional caribenha (o restaurante fez o jantar servido na festa de casamento do Marc Jacob). E não deixe, de jeito nenhum, de ir ao restaurante Le Gaïac. É o créme de la créme. Stéphane Mazieres, o chef de lá, serve loucuras como o gazpacho de cenoura aromatizado com laranja, servido com guacamole e camarões crocantes, e uma salada de manga com crab, sorvete de guacamole e espuma de limão sicialiano.

Para se hospedar, o Isle de France e o Le Toiny são super legais. O Villa Lodge também é o máximo, espaçoso, e tem um estilo mais cool. E tem o Eden Rock, que fica naquela pedra que divide a Baie St. Jean.

Agora às compras! As marcas famosas estão na Carré d’Or, em Gustavia. Prada, Hermes, etc. A Lolita Jaca, com suas batas incríveis, também fica lá. Dê uma passada para conhecer. Para biquinis de virar a cabeça, vá ao Pain de Sucre, e fique sabendo o que estão usando no mediterrâneo francês.

E IMPRESCINDÍVEL: tome a vacina para febre amarela com pelo menos dez dias de antecedência. É obrigatório.