As pessoas aqui são elegantérrimas, no maior sentido da palavra: através de suas atitudes. São simpáticas, atenciosas, respeitam as diferenças. Além de tudo, desconfio que seja o povo mais bonito do planeta. Os sedentários são poucos, pois todo mundo anda de bicicleta para todos os cantos. Ajuda a cidade ser plana e as ciclovias serem mais importantes do que a rua dos carros.

Viemos para Copenhagen depois do casamento de minha irmã na Alemanha. Viemos de carro e o deixamos parado por quatro dias ( que foi nosso tempo na cidade e achei pouco!). Importante notar a questão do “deixá-lo parado”, pois em Copenhagen, carro não passa de um estorvo. Tudo, tudo mesmo se faz de bicicleta, a pé, de barco ou no máximo de trem ou de ônibus. Carro nem pensar, não tem nem onde estacioná-lo… Alerta feito, passemos para as dicas positivas.

DORMIR:
Existem opções que valorizam o confortável design dinamarquês e opções bem localizadas. Como todo mundo anda a pé, procure um que fique nas imediações da rua Vesterbro, que além de ser perto da Central Station é walking distance das mais importantes atrações. Mas há opções sedutoras também em outras regiões:
Hotel Skt. Petri. Bem chique, bem design, o povo da moda adora.
First VESTERBRO. Um hotel com bom custo benefício. Sendo que o maior benefício é estar bem localizado. E para quem viaja com crianças.
Hotel Alexandra. Lindo de morrer, design total Danish classic por onde quer que você olhe: www.hotel-alexandra.dk
Hotel Fox. Esse é beeem muderninho. Funny. Entre no site para entender: www.hotelfox.dk
Imperial Hotel. Bem localizado, bonitão, grandão: www.imperialhotel.dk
COMER

Esse capítulo cabe de um tudo. A Dinamarca, como todos sabem, é a nova Espanha, a nova queridinha do circuito gastronômico. Aqui está o NOMA, eleito o melhor restaurante do mundo e que é necessário reservar com 3 meses de antecedência, esse todo mundo já ouviu falar e seria uma dica manjada. Então vamos tentar apontar algumas opções diferentes. Se a onda for upscale, na cola do Noma existem muitos outros em que a reserva pode ser feita apenas uma semana antes e cujas experiências não ficam atrás, como:
Era Ora. Restaurante italiano incrível. Mistura muito bem feita de tradição e modernidade.
Geranium. Esse bem onda do Noma, super respeitado.
Restaurant Paustian / Bo Bech. Do chef estrela Bo Bech, tem uma cozinha conceitual, que trabalha com ingredientes super frescos e de época, bem dentro da gastronomia dinamarquesa de ser.
Modernos e deliciosos:

Sticks&Sushi (primeira vez que eu vejo modernidade e sushi juntos dando um resultado delicioso. Além dos sushis, aqui tem umas robatas incríveis). Peça o combinado de sticks e o bowl de arroz de sushi com todos os tipos de peixe por cima, inclusive vieiras maravilhosas.
Aamaans ( www.aamanns.dk) : essa é uma mistura super bacana de autêntica cozinha dinamarquesa com um twist contemporâneo. Sem invencionice.
Comidas despretensiosas e deliciosas: em Cristiania existem várias opções de restaurantes naturebas estilo Celeiro, mas não com as mesmas cifras e sem nenhuma pretensão.

Arrisque as comidinhas de rua, como o hot-dog do Tívoli e trailers que vendem uma especialidade Húngara (como se fosse uma esfiha de massa de batata) com recheios diversos. Irresistível.
PASSEIOS:

Ao contrário do que eu pensava, Copenhagen tem coisa à beça para fazer. Quatro dias inteiros foi quase ridículo. Queria ter tido pelo menos uma semana ali, para ter tempo de experimentar tudo com calma. Vamos lá:
Parque Tívoli! Quem viveu a infância no Rio ( ou pelo menos visitou a cidade da sua infância) e tem entre 30 e 40 anos, deve visitar esse parque que inspirou nossa versão tupiniquim da Lagoa. O parque é liiindo! Nada a ver com Disney, é parquinho antigo, cheio de diversões gostosas, incluíndo montanhas russas e que tais. Imperdível é ir lá por volta das 5 , 6 horas da tarde – de verão bem entendido – comer um cachorro quente delicioso, ver as luzes do Parque se acenderem. É voltar a uma infância vintage. Don`t skip.
Tem que fazer um tour de barco. É turístico e deslumbrante ao mesmo tempo. Importante: leve uma garrafa de vinho e copos. E mais legal ainda se levar uns belisquetes. Dá para comprar tudo na rua das lojas da alameda Stroget (fechada para carros, é a maior rua de pedestres da Europa ), passa pelo Kings Square. Atente que existem alguns horários em que oferecem um guia que fala português ( brasileiro!) no barco.
Copenhagen Opera House: é um teatro impressionante, moderno chique e encravado no meio de uma ilha. Vale a pena visitá-lo e, se possível, assistir alguma das peças encenadas ali.
Christiania: bom isso é um capítulo a parte. Christiania é considerada um “Free Town”. É uma viagem no tempo aos anos 60/70, completamente hippie. Você vai encontrar aquelas figuras saídas diretamente daquelas décadas , algumas galerias de arte doidonas e restaurantes de comida orgânica e natural. Bom, mas não é exatamente por isso que Christiania é conhecida. Lá é como Amsterdam, liberado comprar e fumar a Maria Joana pelas suas ruas. Tem de todos os tipos e procedências.

Lousiannia Embora os nomes rimem, uma coisa não tem nada a ver com outra. Talvez até o produto final de Lousiannia possa ter sido inspirado no produto de Christiania… Enfim, Lousiannia é um museu de arte moderna fora de Copenhagen com uma área aberta e voltada para o mar, numa interação perfeita com a natureza e 4 pavilhões distintos em que cada um recebe uma exposição diferente, além das exposições ao ar livre. O restaurante tem um bufê delicioso ou serviço à la carte, mas como todos os dinamarqueses estavam atacando o buffet, acabamos seguindo a ideia e não nos arrependemos nem um pouco… e não esqueça de passar na loja do museu que traz uma amostra saborosíssima do design Dinamarquês.
Para chegar: é preciso pegar um trem , numa viagem que passa por meio de florestas, de 40 a 50 minutos. É um desbunde, imperdível, mas tenho que dizer que nossa Inhotim ainda é mais impressionante!
Para GASTAR nossos realitos:

Em primeiro lugar: DESIGN! Além da loja do museu de Lousiannia ( que vale muito a pena, devo prevení-las), temos na rua de pedestres Stroget ( que eu citei acima, vale a pena passar um dia entrando e saindo das lojinhas – que tem de tudo, de Topshop a Royal Copenhagen Porcelain):
Illum Bolighus: Imperdível! Se for para escolher apenas um local para shopping, que seja aqui. Garanto que você não consegue ficar menos que 2 horas nessa loja ( e se for rápida!). Tem todo design dinamarquês que você possa sonhar. De garrafas térmicas incríveis ( e para quem gosta de chá tem aquelas garrafas que fervem a água em segundos e lindas!!), a puxadores, abajoures, louças e enfim toda uma gama de cacarequinhos irresistíveis!).
Royal Copenhagen Porcelain: Louça pintada a mão, tem que conferir, mesmo que não seja para comprar, por uma questão de cultura geral até.
Aliás, é só descer a Stroget que opções não vão faltar. Note que mesmo nas lojas de rede, como Topshop, H&M e até Urban Outfiters tem coleções exclusivas feitas por estilistas dinamarqueses, que a mim me lembraram de alguma maneira a minha querida Gilda Midani, talvez pela pegada chique-confortável.
Sogreni: Bicicletas maravilhosas, design vintage, feitas a mão. (Essa não fica na Stroget, mas vale a pena fazer uma visita, caso você seja, como eu, louco por bikes: Sankt Peders Stræde 30A)
Ufa , e isso é por que eu fiquei pouco nesta cidade encantada. Mas eu volto.